1ª Circular do IV ENCONTRO NACIONAL (ENGPECT) e IX FÓRUM do Grupo de Pesquisa Estado, Capital, Trabalho/GPECT)

1logoª CIRCULAR

IV ENCONTRO NACIONAL e

IX FÓRUM ESTADO, CAPITAL, TRABALHO.

GPECT/PPGEO/UFS – Sergipe\SE

http://grupogpect.info

O FIM DO PENSAMENTO CRÍTICO REFLEXIVO? A BANALIZAÇÃO DA TEORIA E A NEGAÇÃO DO HUMANO

Aracaju, 09 a 11 de Agosto de 2017

 

É com grande satisfação que encaminhamos a 1ª Circular do IV ENCONTRO NACIONAL (ENGPECT) e IX FÓRUM do Grupo de Pesquisa Estado, Capital, Trabalho/GPECT) que será realizado na Universidade Federal de Sergipe (Campus de São Cristóvão) de 9 a 11 de agosto de 2017.

Nosso Tema do IV ENGPECT está pautado na seguinte argumentação:

Embora o discurso da crise de paradigmas tenha sido posto na Europa a partir dos finais dos anos sessenta, só a partir de meados da década de 1980 e início dos noventa, é que se consolida um discurso homogêneo do fim da história, pela defesa da superação dos paradigmas da modernidade, do iluminismo, da razão: do “mal estar da modernidade” sobreposto no paradigma da desrazão; da pós-modernidade.

O tempo “lento” da indústria fordista, de massa, do trabalho passa a ser visto como o tempo a ser superado, pela fluidez, pela mobilidade volátil do capital, o que significa nos discursos pós modernos a perda da centralidade do trabalho. O “novo” século XXI é anunciado como ruptura do século da indústria, do pensamento homogêneo revolucionário, da superação do socialismo e da afirmação do capitalismo como o sistema insuperável. A ideia de ruptura crítica, de superação na pós-modernidade não se define como significante de mudanças das coisas, mas pelo caráter destruidor da categoria do novo como referente de progresso, evolução e História. Prega-se o anistórico sob a compressão da velocidade do tempo, de sua fluidez, da sua volatização.  

O tempo da velocidade, da fluidez das múltiplas determinações não permite mais: a certeza, o tempo da longa duração; do progresso; do sentido da história, da existência, da permanência. Tempo de curta duração, da indeterminação; da obsolescência; do imediato; da incerteza; da instabilidade; da indeterminação; do imprevisível/ o acaso. Onde utilizando a expressão de Paulo Rouanet: o “novo” já nasce velho. O que implica na negação da evolução, do progresso, do que está para vir, do futuro como perspectiva transformadora, de realização das utopias.

Nega-se a teoria crítica. Há uma deserção dos chamados intelectuais que se denominavam críticos reflexivos, como entre esses: Karl Marx, F. Engels, I. Lenin, Eric Hobsbawm, Antônio Gramsci que estabelecem o dialogo na compreensão da ciência e da própria realidade, na leitura do método a partir da categoria totalidade.

O que tem resultado:

  1. No esvaziamento do entendimento do método e das categorias analíticas: espaço, totalidade, das múltiplas determinações, das contradições;
  2. Na ausência da teoria que esvazia o discurso ideológico da relação Homem versus Natureza.
  3. No entendimento da diversidade (como pluralidade, individualidade, neutralidade) e não da diferença (desigualdade).
  4. Na falsa leitura da subjetividade em contraposição a objetividade (realidade histórica).
  5. Na defesa do local (descrito na escala linear), e na negação da interseção multiescalar (totalidade das relações).
  6. No entendimento da cultura como categoria particular e não como produto histórico:
  7. No esvaziamento do conceito de espaço como categoria analítica, reforçando a ideia de hierarquia, rede, organização em detrimento de produção.
  8. Na negação da centralidade histórica, das práticas sociais, da supervalorização do indivíduo.
  9. Da defesa do relativismo, da divisão acrítica de escalas que reforça o fetichismo do espaço (escala compreendida como particular – identidade), em contraposição ao conceito de escala como produção (classe social) (Henry Lefebvre; David Harvey, Neil Smith).
  10. Da negação do trabalho como categoria da produção do espaço, da negação da centralidade do trabalho, privilegiando a cidadania, em negação das contradições e da diferença de classe.
  11. Na defesa da escala local – da escala do corpo. Da negação da escala mundial que permite a leitura da escala do capital financeiro, do mercado mundial, das crises, dos conflitos, da ideologiaa do capital – das escalas do capital.
  12. Na negação da dialética e na defesa do ecletismo enquanto método de análise assume-se uma posição acrítica dos conceitos espaciais que são vistos como metáfora; as relações sociais são vistas como relações espaciais.

O que resulta no esvaziamento dos conteúdos e das práticas sócio espaciais, da visão acrítica, da negação do humano e da banalização da teoria.

Para desenvolvermos esse Debate as atividades e as modalidades do IV ENGPECT e IX FÓRUM do GPECT – 2017 compreenderão: Conferências com palestrantes nacionais e locais; Mesas Redondas; Grupos de Trabalho para apresentação das pesquisas do GPECT como também de forma geral dos estudantes de graduação, mestrado e doutorado, técnicos, representantes de movimentos sociais, professores da educação Básica e do 3º Grau.

DATA: Aracaju, 9 a 11 de agosto de 2017.

LOCAL: Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Sergipe

09.08.2017

Mesa de Abertura: O fim do pensamento crítico reflexivo? A banalização da teoria e a negação do humano.

10.08.2017

Mesa 1: A Desumanização das Ciências Humanas: Uma crítica do Conceito de Humano na Política de Educação.

11.08.2017

Mesa 2: Posturas e imposturas nas Ciências Humanas: Uma Questão de Método

12.08.2017

Mesa de Encerramento: A Geografia no século XXI: Crítica à razão histórica: razão e desrazão.

  • GRUPOS DE TRABALHO (GTs)

Os Grupos de Trabalho (GTs) constituem Espaços de exposição, reflexão, análise, discussão, diálogo e, especialmente, de socialização e contribuição de experiências de produção científica, atuação em projetos, trabalhos de campo etc. e estão articulados aos Eixos Temáticos. Compreende uma reunião de grupos de pesquisadores (estudantes, professores e demais sujeitos envolvidos no debate), com trabalhos previamente enviados e com proximidade temática a partir dos eixos do Encontro.

GRUPOS DE TRABALHO (GTs) e seus Eixos Temáticos

GT1: Natureza e Sociedade.

GT2: Estado, Território e Políticas Públicas de desenvolvimento.

GT3: Gênero, raça e classe social.

GT4: Campesinato e Agronegócio.

GT5: Movimentos Sociais e estratégias de resistência.

GT6: Educação: Formação, Ensino e Prática Docente.

GT7: Trabalho, flexibilização e precarização.

Aracaju, 29 de janeiro de 2017

Comissão Organizadora.

Profª Drª Alexandrina Luz Conceição

Coordenação do GPECT

OBS: AGUARDEM EM BREVE A 2ª CIRCULAR

http://grupogpect.info (Visitem nosso blog).

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