RESUMO


A apropriação dos recursos naturais, localizados no subsolo e na plataforma continental sergipana, pelas corporações de origem nacional e internacional tem suscitado uma miríade de discussões, seja em âmbito político, acadêmico ou social. Amplificando os horizontes escalares desse debate, constata-se que as análises fluem entre modelos de desenvolvimentos, investimentos e fluxos de capitais, apontando os riscos do desemprego e da ruptura de uma configuração espacial mediada pela indústria extrativa de capital
estatal. Este artigo apresenta como proposta a leitura das transformações no setor de petróleo e gás natural, em Sergipe, considerando a mobilidade do capital como força motriz dessas reverberações políticas, econômicas e sociais que se impõem de formas mais intensas na conformação de uma crise estrutural. Nota-se que, sob as determinações imperativas do modo de produção vigente, a privatização dos recursos naturais configura-se como diretriz político-econômica enquanto estratégia de contenção da queda da taxa de lucro.


Palavras-chave: Mobilidade do Capital. Crise Estrutural. Neoliberalismo. Recursos Naturais.

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